
Brix
Ajudante feito de entusiasmo e ideia ruim
Categoria de voz
Voz de desenho vive de contraste. Um ajudante minúsculo e afobado ao lado de um vilão enorme e lento é engraçado; duas vozes médias não são. A CastDub deixa você escalar o leque inteiro num projeto só, ouvir um contra o outro na hora e trocar quem não está puxando o carro.

Brix
Ajudante feito de entusiasmo e ideia ruim

Pip
Pestinha pequeno que tem boa intenção

Grit
Monstro com caixa torácica de ônibus

Bellhop
Alívio cômico que se repete de propósito
As amostras são provisórias enquanto o áudio de demonstração público é produzido. Toda voz está disponível em todos os planos — a biblioteca não é paywall.
Estúdio de animação escala um elenco de desenho como um compositor escreve para instrumentos: ele quer que as partes sejam separáveis. Dá para ouvir isso em qualquer desenho clássico que passou dublado na TV aberta brasileira — o ajudante agudo e rápido, o chefe lento e cavernoso, o narrador seco no meio. Ninguém precisa da imagem para saber quem falou, e essa era exatamente a intenção.
Quando uma trilha de desenho feita em casa soa embolada, a causa quase sempre é que todo mundo foi escalado na mesma faixa estreita de vozes agradáveis e neutras. Cada uma soa bem sozinha; juntas viram uma massa. O jeito de descobrir isso é ouvir a cena inteira de uma vez, que é o motivo de a CastDub renderizar todo mundo junto em vez de entregar clipes soltos para você montar depois.
Três hábitos mudam muita coisa. Primeiro, uma intenção por fala — uma frase que vai do encanto ao horror sai como a média dos dois. Segundo, reação em fala própria: o “…quê?” do outro personagem tem que estar numa linha só dele, senão ele simplesmente some da cena. Terceiro, frase curta em cima da piada; em áudio, oração subordinada antes do gancho mata o tempo cômico com uma eficiência impressionante.
O quarto hábito é menos óbvio e é onde o português cobra pedágio. Roteiro de desenho é cheio de nome inventado, palavra fabricada e onomatopeia, e esses são justamente os casos em que um motor de fala erra. Pior: erra de um jeito específico do idioma — ele chuta a vogal aberta ou fechada e pode ler “avô” onde você escreveu “avó”, ou nasalizar um nome inventado que não deveria nasalizar. Confira primeiro as palavras inventadas; não existe ajuste de pronúncia, então reescreva a grafia das que saírem erradas, ou separe com hífen, e use essa mesma grafia em todo lugar, inclusive nos episódios que você escrever depois.
Quem trabalha sozinho quase sempre monta o áudio antes da imagem, porque animar em cima de uma trilha travada é enormemente mais fácil do que o contrário. Isso funciona bem aqui: escale, renderize, ouça, ajuste, e só depois desenhe. A trilha vira o cronômetro do projeto em vez de virar a última correria antes de publicar.
Se o seu fluxo é o inverso e você já tem imagem, use a exportação de legenda (Plus e Pro) para posicionar as falas na linha do tempo e depois ajuste o ritmo fala a fala até encaixar. Não é tão confortável quanto o outro caminho, mas evita a alternativa, que é regravar tudo toda vez que um corte muda de lugar.
Não vai imitar um dublador comercial específico, e não vamos construir um clone dele. Isso é política e é limite prático ao mesmo tempo — a voz de dublagem é o patrimônio profissional da pessoa, e no Brasil, onde a dublagem é uma carreira estruturada com sindicato e contrato, isso é ainda mais literal do que no resto do mundo. Escreva um personagem original; na prática, a piada quase sempre sobrevive à troca.
Também não vai inventar um tempo cômico que você não escreveu. O renderizador interpreta a fala que recebeu, no ritmo que você pediu. Se a piada não funciona na leitura, ela não vai passar a funcionar porque a voz ficou mais engraçada — e descobrir isso em dois minutos, em vez de depois de uma tarde de montagem, é a parte útil da história.
Comédia de desenho é movida a reação, então escreva as reações como falas próprias e não como rubrica entre parênteses. Uma fala separada de duas palavras ganha interpretação própria; uma rubrica não ganha nada.
Pegue vozes bem distantes em altura e em ritmo. Se dois personagens trocam muita fala, o ouvinte tem que distinguir de olhos fechados — em áudio, esse é o único teste que conta.
Ouça todos os candidatos na mesma piada, nunca numa frase neutra. Voz que soa ótima lendo exposição às vezes achata a piada por completo.
Comédia é tempo. Desacelere o vilão grandalhão e acelere o ajudante com a velocidade fala por fala do Plus e do Pro, e defina a emoção por fala no Pro, para que os momentos de pânico soem como pânico e não como volume.
Leve a mixagem completa para compartilhar rápido, ou, no Pro, as faixas por personagem se você vai animar em cima do áudio e precisa deslizar fala por fala.
Consegue — a biblioteca tem personagens nas duas pontas do alcance, e no Plus e no Pro dá para empurrar mais com o ritmo. Não existe controle de altura, e uma voz adulta neutra subida três oitavas soaria processada de qualquer jeito. Comece de um personagem que já esteja perto do alvo.
Serve, e é um dos usos mais comuns. Mantenha o ritmo mais lento do que a sua intuição pede e evite empilhar três vozes agudas seguidas — no alto-falante do celular isso cansa rápido.
Não dentro de uma renderização só. Falar por cima é decisão de mixagem: exporte as faixas separadas e sobreponha no seu editor. A exportação multipista está no plano Pro.
Personagens vivem dentro de um projeto e não passam para outro, então faça um projeto por episódio e escolha toda vez o mesmo personagem da biblioteca, o mesmo perfil e a mesma emoção padrão. Não há garantia da mesma voz num projeto novo, então ouça a primeira fala do personagem antes de exportar o episódio quatro.
O que pesa mesmo são os seus créditos, contados em caracteres do roteiro a cada exportação. O Basic dá uns sessenta minutos por mês, o Plus duzentos e o Pro quinhentos. O Free é outra coisa: uns cinco minutos uma única vez, para experimentar, e não uma cota que volta todo mês. Cada exportação conta o roteiro inteiro de novo, então planeje pelo número de caracteres e exporte quando o episódio estiver fechado. Gerar e ouvir não consome crédito, mas tem um limite de falas a cada 24 horas.
Em qualquer plano pago, sim — o uso comercial está incluído. O plano gratuito é só para uso pessoal e não comercial.
Cole um roteiro, deixe a CastDub dar uma voz a cada personagem e exporte um audiodrama pronto.
Criar de graçaSem cartão de crédito. O Free dá um bolo único de créditos.