
Aria
Protagonista shounen que narra a própria luta
Categoria de voz
Quase todo gerador de voz de anime entrega uma voz e uma caixa de texto. Dá para um meme e não dá para uma cena. A CastDub lê o seu roteiro, percebe que tem quatro pessoas falando ali e dá um intérprete separado para cada uma — a protagonista elétrica, o rival de frase curta, o mestre cansado, o pestinha. Você dirige; ela renderiza.

Aria
Protagonista shounen que narra a própria luta

Koji
Rival de frase curta, competitivo, leal escondido

Lumen
Fofa por fora, deboche seco por dentro

Torvald
Mestre cuja ordem alguém de fato cumpre
As amostras são provisórias enquanto o áudio de demonstração público é produzido. Toda voz está disponível em todos os planos — a biblioteca não é paywall.
Roteiro de anime é denso em interlocutores de um jeito incomum. Uma cena de quatro páginas pode ter protagonista, rival, dois coadjuvantes, um locutor fora de cena e um narrador, e metade da graça vem justamente da velocidade com que a voz troca. Jogue isso num conversor de texto em fala de voz única e cada fala sai no mesmo tom: a escalação volta para a cabeça de quem está ouvindo, que é exatamente o trabalho que você queria terceirizar.
A gambiarra que todo mundo inventa é rodar a ferramenta uma vez por personagem, baixar uma pilha de arquivos e montar tudo na mão num editor de áudio. Funciona, e consome uma tarde inteira por cena; basta mudar uma fala para recomeçar. É esse ciclo que a CastDub existe para cortar, não a qualidade do áudio em si — o que sempre travou você foi o ciclo.
A escalação automática responde duas perguntas: quem está falando e como essa pessoa deveria soar. A detecção de interlocutor cobre os formatos que brasileiro realmente escreve — o prefixo “Nome:”, o formato de roteiro com o nome centralizado, e a prosa com travessão de diálogo mais verbo de fala (“— Não vou — ela disse baixo”). Não é mágica: se a sua cena tem três vozes sem nome no escuro, você ainda vai marcar quem é quem na mão.
A segunda metade é a recomendação. Cada voz da biblioteca carrega um perfil, uma faixa etária e um conjunto de etiquetas de estilo, então um personagem descrito como “dezessete anos, não está nem aí” é comparado com personagens da biblioteca com a etiqueta adolescente e marcados como secos e cortantes, e não com o narrador acolhedor. Toda recomendação pode ser trocada, e a troca vale para o projeto inteiro — você troca a voz de um personagem uma vez e todas as falas dele no projeto acompanham.
A diferença entre leitura e interpretação está quase toda no ritmo e na intensidade. A CastDub trata emoção como propriedade da fala: esta é neutra, esta é empolgada, este sussurro é sussurro mesmo. Essa granularidade importa em anime mais do que em quase qualquer outro gênero, porque a convenção cômica do formato é o corte seco — o personagem acaba de gritar e no segundo seguinte está resmungando.
O controle de emoção fala por fala é recurso do plano Pro, e isso é de propósito. Nos demais planos, cada fala segue a emoção padrão do personagem, o que já basta para você conferir se a cena se sustenta. Dirigir na mão é o passo que transforma “dá para usar” em “dá para publicar”, e por isso mora no mesmo plano que a exportação multipista.
Uma observação prática sobre escrita: etiqueta de emoção não salva fala que faz duas coisas ao mesmo tempo. Se a frase começa com raiva e termina com tristeza, quebre em duas. O renderizador trata cada fala como uma interpretação inteira, que é exatamente como um ator faria.
Os três padrões que mais aparecem por aqui são fandub postado no YouTube e no Discord, cena de personagem original circulando em comunidade de arte e escrita, e animação independente que precisa de trilha de diálogo antes de existir desenho. O Brasil pesa desproporcionalmente nesses três: é um dos maiores públicos de anime fora do Japão e tem uma cultura de fandub que já vinha se virando com celular e microfone de headset muito antes de existir síntese decente.
Para trabalho de fã, o terreno seguro é roteiro original com personagem original, ou obra transformativa em fandom que tolera isso. O terreno arriscado é clonar dublador identificável e republicar episódio licenciado — o primeiro é proibido aqui, o segundo é um problema de direitos que continua seu depois que o arquivo sai da ferramenta.
Jogue o diálogo do jeito que você já escreve — formato de roteiro, prosa com travessão, aspas de fala ou uma lista de “Nome: fala”. A CastDub não exige modelo pronto, e não exige que você troque o travessão brasileiro por aspas americanas.
A escalação automática separa a cena por interlocutor e propõe uma voz para cada um, usando a descrição que você mesmo escreveu. Se o roteiro diz que a personagem tem quinze anos e está furiosa, você não recebe um narrador de quarenta.
Clique no personagem, ouça quatro ou cinco alternativas seguidas na mesma fala e fique com a que soa como a pessoa que está na sua cabeça. Só as falas desse personagem precisam ser geradas de novo; o resto da cena mantém o áudio que já tinha.
Diálogo de anime vive de virada brusca — a piada que vira ameaça dentro do mesmo fôlego. A emoção é definida por fala, não por personagem, e é só assim que a virada acontece de verdade.
Um MP3 da cena completa, ou, no Pro, as faixas separadas para você jogar o diálogo por cima da sua trilha e dos seus efeitos no editor de vídeo.
Chega perto de uma leitura limpa e dirigível — mais para mesa de leitura do que para estúdio de dublagem. Vale lembrar em que país você está: o ouvido brasileiro foi treinado por décadas de dublagem muito boa, e por isso a régua daqui é mais alta que a de quase qualquer outro mercado. A distância entre síntese e ator é menor no diálogo comum e maior em grito, choro e nota longa. Se a sua cena se apoia nisso, grave você mesmo essas falas e deixe a CastDub carregar o resto.
Não diretamente. Não existe ajuste de sotaque — você escolhe um personagem da biblioteca, e a voz que ele recebe em português é decidida pelo idioma, pelo gênero e pela faixa etária, não por você. Também não force pela grafia: escrever a fala de forma “errada” de propósito quase sempre produz caricatura e ainda estraga a pronúncia das palavras vizinhas. Marque o personagem pela escolha de palavras e pelo ritmo, e escreva português normal.
Você consegue gerar uma faixa de dublagem e alinhar no seu editor. A exportação de SRT (a partir do plano Plus) é o que a maioria usa para sincronizar. Só tome cuidado com direitos: dublar uma obra licenciada e publicar com fins comerciais é um problema de licenciamento que ferramenta nenhuma resolve para você.
O plano Free permite dois personagens por projeto, o suficiente para um bate-boca de dupla. O Basic sobe para cinco e o Plus tira o limite. Cena de fandub costuma ter de três a seis pessoas falando, então o Basic cobre muita gente.
Só com consentimento explícito e documentado da pessoa, e nunca de figura pública nem de interpretação protegida por direitos. Clonar voz que não é sua é o caminho mais rápido para o projeto sair do ar. A clonagem de voz ainda não está no ar na CastDub; quando abrir, vai exigir uma declaração de consentimento gravada pela própria pessoa antes de construir qualquer modelo.
Nos planos pagos você recebe licença comercial do áudio gerado. O plano gratuito é para uso pessoal e não comercial . O roteiro é seu nos dois casos — não reivindicamos nada sobre o que você escreve.
Cole um roteiro, deixe a CastDub dar uma voz a cada personagem e exporte um audiodrama pronto.
Criar de graçaSem cartão de crédito. O Free dá um bolo único de créditos.