
Bellhop
Se repete de propósito, e a repetição é a piada
Categoria de voz
Voz engraçada sozinha é novidade de dez segundos. Voz engraçada reagindo a uma voz séria é piada. A CastDub escala os dois lados da troca no mesmo projeto, então você ouve o tempo cômico na hora em vez de montar clipes e torcer.

Bellhop
Se repete de propósito, e a repetição é a piada

Brix
Entusiasmo sem nenhuma prova em favor

Noor
A voz séria com quem tudo acontece

Duke
Voz de trailer usada para algo banal
As amostras são provisórias enquanto o áudio de demonstração público é produzido. Toda voz está disponível em todos os planos — a biblioteca não é paywall.
Todo roteirista de humor que trabalha vai dizer a mesma coisa sem glamour nenhum: piada não se escreve, se reescreve. A primeira versão de um quadro quase nunca é a que vai ao ar, e a distância entre as duas é feita de leitura em voz alta, ajuste de ordem e corte de palavra. O que sempre travou esse ciclo foi agenda: para ouvir uma versão, você precisava de duas pessoas no mesmo lugar.
Gerar a leitura tira a agenda do circuito. Você ouve quatro versões de um fecho no tempo que antes levava para marcar uma leitura, e como o custo de testar cai a quase zero, você testa o que antes não valia a pena testar — inverter duas falas, cortar três palavras, deixar a reação sem resposta. É aí que a comédia melhora, não na qualidade da voz.
Quase todo trabalho cômico duradouro com voz funciona por descompasso de registro. Uma voz feita para trailer de cinema descrevendo um sanduíche. Um narrador infantil e gentil entregando uma estatística terrível. Um sistema de aviso de aeroporto explicando o fim do mundo no mesmo tom do portão de embarque.
O corolário é que uma voz intrinsecamente boba costuma ser a escolha mais fraca. Voz esganiçada dizendo bobagem é uma piada empilhada em cima de outra, e as duas se anulam. Voz séria dizendo bobagem é uma piada só, bem colocada — e o Brasil tem uma tradição inteira de humor construída exatamente assim, do rádio ao programa de auditório, com o cara de cara fechada dizendo o absurdo com convicção absoluta.
A CastDub renderiza fala a fala, com um intervalo entre elas, o que significa que a diagramação do seu roteiro é o seu controle de tempo. A pausa em que você quer que o público fique é uma quebra de linha. O fecho que precisa chegar logo depois da fala anterior é uma fala curta, separada só pelo breve intervalo padrão. Não tem ajuste nenhum envolvido nisso, e é a coisa mais útil desta página.
Para sobreposição de verdade, exporte as faixas separadas no Pro e deslize uma sobre a outra no editor. É o único lugar em que a comédia precisa mesmo de multipista, porque falar em cima é um recurso cômico real, e ele é operação de mixagem.
A risada continua difícil. Riso gerado é o som mais reconhecivelmente sintético de toda a caixa de ferramentas, porque rir é evento de respiração e não de fala. Escreva em volta: a reação em texto quase sempre é mais engraçada do que a risada gravada, e um personagem que diz “não acredito que você fez isso” dito bem chapado rende mais do que qualquer “ha ha ha” renderizado.
O outro limite é que o renderizador não salva piada que não funciona. Isso soa como crítica e na verdade é a propriedade mais útil da ferramenta: ele devolve exatamente o que você escreveu, no ritmo que você pediu, e te informa em dois minutos que o problema é o texto. Descobrir isso cedo é barato; descobrir depois de uma tarde de montagem, não.
Comédia é preparação e reação. Decida qual voz é a âncora e escale ela do jeito mais sem graça possível — a voz engraçada precisa de algo chapado para quicar.
A piada confiável é a voz que não combina com o conteúdo: barítono de trailer anunciando café da manhã, voz alegre dando notícia ruim. Teste o descompasso, não a voz mais engraçada isolada.
Tempo cômico é quebra de linha. Separe o instante antes do fecho numa fala própria para existir um intervalo de verdade onde o público espera um.
Renderize o mesmo fecho em neutro, empolgado e chapado. O chapado ganha mais vezes do que as pessoas esperam, e é por isso que ouvir candidatos importa mais do que mexer em ajuste.
Comédia é o único gênero em que você não consegue julgar o próprio tempo. Exporte um MP3, mande para uma pessoa e observe onde ela para de ouvir.
A voz não é engraçada; a escrita e o tempo são. O que uma ferramenta assim dá é a possibilidade de testar tempo em minutos em vez de marcar dois intérpretes. Isso transforma escrita de comédia num processo iterativo, que é a única forma de ela melhorar.
Escalar duas vozes engraçadas uma contra a outra. Sem um sério, o público não tem régua para medir o absurdo e tudo vira ruído parelho. Uma voz âncora por cena, no mínimo.
Deixe a emoção em neutro e, no Plus ou no Pro, reduza um pouco o ritmo. A maioria das pessoas dirige comédia demais — acrescenta empolgação a uma fala que seria mais engraçada dita como se nada de anormal estivesse acontecendo.
Não. Clonar ou imitar a voz de uma pessoa identificável é contra os nossos termos mesmo em tom de paródia, porque o áudio é indistinguível de uma gravação real assim que sai do seu projeto. Escreva um personagem original; a piada quase sempre sobrevive.
Não só pelo texto. Marque a emoção da fala explicitamente (no Pro), ou escreva de modo que a ironia seja estrutural — o contraste entre entrega chapada e afirmação absurda lê como ironia sem nenhum sinal vocal. Em português isso importa mais do que parece, porque boa parte da nossa ironia mora na entonação, e entonação é justamente o que o texto puro não carrega.
O Basic cobre com folga um programa semanal: cinco personagens por projeto e sessenta minutos por mês. Vá para o Pro se você quiser as faixas separadas para posicionar vozes no estéreo, o que em esquete importa mais do que as pessoas supõem.
Cole um roteiro, deixe a CastDub dar uma voz a cada personagem e exporte um audiodrama pronto.
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