
Dorian
Barítono literário para a prosa
Categoria de voz
Audiolivro de voz única é o padrão porque contratar elenco completo é caro, não porque o ouvinte prefira assim. A CastDub deixa uma pessoa sozinha produzir a versão com elenco de verdade — narrador para a prosa, uma voz distinta para cada personagem — a partir do manuscrito que ela já tem.

Dorian
Barítono literário para a prosa

Wren
Narradora acolhedora para livros mais gentis

Sable
Protagonista noir em primeira pessoa

Solène
Sem pressa, com som de coisa cara
As amostras são provisórias enquanto o áudio de demonstração público é produzido. Toda voz está disponível em todos os planos — a biblioteca não é paywall.
O ouvinte avalia produções com elenco acima das de narrador único com uma consistência que já é chata de tão repetida, e as editoras produzem pouquíssimas, porque elenco multiplica tempo de estúdio, agenda e coordenação. A conta nunca fechou para a maior parte dos catálogos, e no Brasil fecha ainda menos: o mercado de audiolivro em português é jovem, o catálogo é pequeno perto do de inglês e a margem não sustenta seis atores por título.
Gerar a interpretação muda a restrição. Um elenco custa o mesmo que um narrador, então a decisão vira puramente editorial: este livro fica melhor com vozes distintas? Para romance cheio de diálogo e para qualquer coisa com muitos personagens, a resposta é quase sempre sim.
Três coisas consomem quase todo o esforço. A passagem de pronúncia, inevitável em qualquer livro com vocabulário inventado ou nome incomum — e em português ela inclui decidir a vogal tônica de cada nome próprio, coisa que o motor chuta e chuta errado. A escalação, que compensa quando feita com calma e custa caro quando refeita no capítulo nove. E ouvir, que ninguém pode terceirizar.
O que genuinamente desapareceu foi o ciclo de gravar e regravar. Consertar um erro de digitação no capítulo nove antes significava marcar uma sessão de correção; agora significa renderizar uma fala. É essa mudança, e não a qualidade bruta do áudio, que torna viável uma pessoa sozinha produzir um livro inteiro.
Trate o capítulo como unidade atômica de tudo: renderizar, conferir, versionar e corrigir. Mantenha um registro simples de qual capítulo está em que etapa, porque num projeto de quarenta horas a memória falha e a pergunta “eu já refiz esse?” sozinha custa horas.
A escalação deve ser idêntica entre capítulos, e personagens não passam do projeto de um capítulo para o do seguinte — então mantenha uma ficha de elenco com o personagem da biblioteca, o perfil e a emoção padrão de cada personagem, acrescente-os sempre na mesma ordem e ouça a primeira fala do narrador antes de exportar, para que o capítulo trinta bata com o capítulo um sem ninguém precisar lembrar de nada.
A posição do mercado sobre narração sintética está mudando rápido, e a única postura segura é transparência. Rotule. Coloque na descrição, não só nos termos, e coloque antes da compra e não depois.
Existe também um argumento de ofício a favor da declaração. Ela estabelece a expectativa certa, e um ouvinte que sabe o que está ouvindo julga aquilo pela régua certa. Isso importa particularmente no Brasil, onde o público tem uma relação afetiva forte com voz — o mesmo público que reconhece dublador pelo nome também percebe na hora quando alguém tentou esconder que a voz é gerada.
Quem lê impresso navega com os olhos: vê a quebra de capítulo, a quebra de seção, a mudança de ponto de vista. O ouvinte não tem nada disso, então a estrutura precisa estar no áudio. Título de capítulo em linha própria, com pausa de verdade depois. Intervalo maior na quebra de cena. Uma forma consistente de sinalizar troca de ponto de vista, que numa produção com elenco pode ser simplesmente a troca de narrador.
As páginas iniciais merecem atenção especial. Dedicatória longa, epígrafe e agradecimentos no começo de um audiolivro são onde o ouvinte abandona, porque ele ainda não se importa. A maior parte das edições em áudio move tudo isso para o fim, e vale fazer o mesmo com qualquer coisa que não seja a história.
Trabalhe nas unidades em que você vai publicar. Capítulo é o tamanho certo para renderizar de novo depois de uma edição e o tamanho certo para conferir numa sessão de escuta.
O narrador carrega a maior parte da duração. Ouça os candidatos no seu parágrafo mais denso e escute três minutos inteiros antes de decidir.
A escalação automática detecta fala entre aspas e travessão, além dos verbos de elocução, então “— disse ela” vira atribuição de personagem. Corrija o que ela errar e a correção fica.
Junte cada nome, lugar e palavra inventada e confira como cada um é falado. Não existe ajuste de pronúncia, então reescreva ou separe com hífen os teimosos no próprio manuscrito e guarde essa lista para todos os capítulos. Vinte minutos aqui poupam renderizar capítulos inteiros depois.
Dê a cada capítulo um projeto próprio e exporte-o como arquivo próprio, mais a legenda, a partir do Plus, se você quiser edição sincronizada. Monte conforme a especificação do seu distribuidor no fim.
O direito comercial sobre o áudio gerado vem com qualquer plano pago. Se um varejista específico aceita narração sintética é outra pergunta, e a resposta muda com frequência — várias plataformas grandes hoje aceitam com declaração, outras não. Confira a política atual do seu distribuidor antes de produzir quarenta horas.
Cada vez mais sim, e você deveria avisar de qualquer jeito. A maior parte dos varejistas que permite narração sintética exige rótulo, e o ouvinte que descobre depois da compra deixa exatamente a avaliação que você está imaginando.
É o ponto inteiro da ferramenta. Audiolivro tradicional tem um leitor interpretando todo mundo; aqui cada personagem é de fato uma voz diferente, o que torna cena longa de diálogo muito mais fácil de acompanhar.
A renderização é rápida; o trabalho é escalar, fazer a passagem de pronúncia e ouvir. Para um romance típico, conte um ou dois dias de esforço real, quase todo ele conferindo em vez de gerando.
Dê linha própria e pausa deliberada a cada um. Não ficção em especial desmonta quando o título corre junto com o corpo do texto, porque o ouvinte perde a estrutura que teria visto na página.
O Plus. Duzentos minutos por mês dão mais ou menos três a quatro horas de áudio pronto. Uma fala mal lida pode ser gerada de novo sozinha, sem renderizar o capítulo inteiro, mas exportar o capítulo de novo conta os caracteres dele de novo.
Cole um roteiro, deixe a CastDub dar uma voz a cada personagem e exporte um audiodrama pronto.
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